Para manter os ossos e os dentes fortes e ainda garantir o crescimento não há nada melhor que incluir o leite e os seus derivados na alimentação. Eles são boas fontes de vitaminas e de cálcio um dos minerais que acompanha você ao longo de todo o seu crescimento e desenvolvimento.
Quanto mais crescemos mais leite precisamos consumir (tomando cuidado com o excesso, que sim, pode fazer mal), nossos ossos vão ficando maiores e também trocamos os dentes de leite por permanentes. Uma criança de 1 a 3 anos (as crianças até dois anos devem ser amamentadas no peito– preferencialmente), por exemplo, precisa de 2 a 3 copos de leite por dia. A recomendação para a população brasileira é o consumo de 3 porções de leite e derivados.
Comer queijo, iogurte e todos os derivados do leite ajuda muito, mas nada substitui os nutrientes adquiridos os se beber leite mesmo!

Bebê x Leite Integral
O leite integral contém proteínas complexas que tendem a agredir a mucosa intestinal do bebê, podendo provocar uma enterite alérgica, com perda sanguínea visível ou mesmo imperceptível, maior incidência de anemias e indução precoce da alergia ao leite e derivados.
Ele também não propicia a absorção de ferro ideal para crianças de menos de 1 ano , além de possuir uma concentração de sal muito superior à recomendada, levando a uma sobrecarga nos rins do bebê.
Se por algum motivo o leite materno não estiver disponível, existem as chamadas fórmulas para os primeiros seis meses de vida da criança, assim como fórmulas para o segundo semestre. As fórmulas infantis contêm mais ferro e vitaminas que o leite de vaca comum, e por isso são as únicas alternativas ao leite materno. Consulte o pediatra!
O leite continua sendo muito importante para a alimentação da criança depois de 1 ano de idade, pois fornece proteínas, cálcio, magnésio e vitaminas B12 e B2. Os pequenos vão precisar tomar de 500 a 750 mil de leite integral por dia (mais ou menos de dois a três copos ou mamadeiras).
Caso ele não goste muito de leite, você pode oferecer duas porções de alimentos ricos em cálcio por dia, como iogurte, queijo e outros derivados de leite. Você pode também misturar o leite em alimentos e usá-lo como ingrediente (macarrão com molho branco, estrogonofe, pudim etc.)
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Consumo por idade
Esta é apenas uma referência da quantidade que as crianças devem consumir, mas ela pode variar, é preciso levar em conta muitos fatores.
- 7 meses a 2 anos: 3 a 4 porções de 120 ml;
- 2 a 3 anos: 5 porções de 120 ml;
- 4 a 6 anos: 4 porções de 180 ml.
Tipos de leites
A criança de mais de 1 ano precisa tomar leite integral. Entenda direitinho os tipos de leite que são vendidos nos supermercados e padarias. Não adianta dividi-los pela embalagem (“de saquinho”, “de caixinha” ou “de garrafa”), porque há leites diferentes em embalagens parecidas.
É só olhar para as prateleiras dos supermercados para as dúvidas começarem: qual o melhor tipo? As opções são tantas que comprar o produto mais indicado para seu filho torna-se um desafio. Além da origem, há variações nos tipos e no teor de gordura. O integral tem pelo menos 3%; o desnatado, no máximo 0,5%; e o semi-desnatado, um valor intermediário. A decisão de qual é melhor deve ser tomada com o pediatra.
O leite pode ser:
Pasteurizado ou longa vida (quanto ao processo de esterilização)
• Pasteurizado: Sistema em que o leite é aquecido e resfriado, para matar os micro-organismos causadores de doença. Precisa ficar sempre na geladeira. Não são acrescidas substâncias externas.
• Longa vida ou UHT: O leite passa por um método que esquenta e esfria a temperaturas mais extremas, tornando-o estéril. É colocado em embalagens bem fechadas que podem ser mantidas fora da geladeira enquanto fechadas. Podem ser acrescentados estabilizantes químicos.
Integral, semidesnatado ou desnatado (quanto à fração de gordura)
• Integral: contém a gordura original do leite. Há vitaminas, como a A e D, que precisam da gordura. Crianças até 2 anos devem tomar leite integral, que tem de conter pelo menos 3% de gordura.
• Semidesnatado: contém parte da gordura natural do leite, numa proporção de 0,6% a 2,9%. Em situações especiais, pode ser dado a crianças de mais de 2 anos com problema de obesidade, seguindo orientação do pediatra.
• Desnatado: Pode ter no máximo 0,5% de gordura. Não é recomendado para crianças em nenhuma situação.
Tipo A, B ou C
A classificação é como uma “nota”, em grau de pureza, aos leites pasteurizados. O leite A tem de seguir critérios mais rígidos de coleta e embalagem, e por ser mais puro, tem maior durabilidade na geladeira (e é mais caro). Só existe no Brasil em versão integral.
O tipo B tem um pouco menos de exigências quanto à pureza, mas também é saudável. Também só existe em versão integral e precisa ser guardado sempre na geladeira.
O tipo C é o menos puro, porque pode ser coletado e embalado manualmente, e há maior tolerância para o número de micro-organismos. Pode ser integral, semidesnatado ou desnatado. Só a versão integral pode ser dada para crianças de menos de 2 anos, mas os pediatras orientam que, se possível, os pais prefiram os tipos A ou B, ou ainda o longa vida.
Ou seja: o leite tem de ser integral. Se for pasteurizado, basta ver o nome tipo A ou tipo B na embalagem. Se for longa vida, procure a palavra “integral” no rótulo.
Outros ‘tipos’:
Aromatizados: Como melhoram o aroma, podem ser uma alternativa quando as crianças rejeitam o leite. O produto, com cheiro de morango ou chocolate, por exemplo, parece um pouco escurecido. Novas marcas estão chegando ao mercado brasileiro. É necessário ter atenção para casos de alergia aos aditivos, especialmente corantes, se houver.
Hidrolisados: São especialmente recomendados para crianças com intolerância à lactose. Nelas, as enzimas digestivas não estão completas. Assim, aquela que falta para digerir a lactose já age no leite antes da ingestão. Os hidrolisados são tratados com enzimas para a quebra do açúcar do leite, facilitando a digestão.
Enriquecidos: Eles têm o objetivo de complementar a alimentação da criança com nutrientes importantes não encontrados no leite original ou para repor vitaminas. Podem ser com cálcio, ferro, fibras, ácidos graxos tipo ômega 3 ou 6 etc. O enriquecido com ferro, por exemplo, pode ser usado em qualquer faixa etária, mas até 2 anos é mais recomendado pelos pediatras por causa da necessidade maior deste mineral. Já os que apresentam ômega 3 ou 6 ajudam no metabolismo e são recomendáveis por conterem gordura de boa qualidade.
Em pó: É muito prático para passeios e viagens, já que é fácil de carregar e pode ser preparado na hora, sem necessidade de refrigeração. O produto é obtido por meio da secagem, preservando seus demais constituintes. Costuma ser mais consumido por crianças menores, justamente por ter uma fórmula mais balanceada e completa.
De soja: É indicado principalmente para quem tem algum tipo de intolerância a proteínas de origem animal. Sua fonte de proteína é vegetal, e não animal, como os demais leites, e acaba sendo uma opção de complemento alimentar.
Achocolatados: Não são necessários. Mas, se ainda assim você quiser dar, faça-o após o segundo ano de vida. Antes, podem aumentar o risco de alergia.

Ferver o leite, ou não?
Para crianças de mais de 1 ano, depende do leite:
• leite materno: nunca deve ser fervido
• leite cru natural não-pasteurizado (tirado diretamente da vaca): sempre precisa ser fervido
• leite UHT ou longa-vida: não precisa ser fervido
• leite pasteurizado tipo A ou tipo B: aqui há certa divergência entre os especialistas. Há quem defenda a fervura, para evitar o risco de haver micro-organismos prejudiciais, mas por outro lado ao ferver o leite algumas de suas propriedades positivas se perdem. Verifique com seu pediatra qual é a orientação dele. Como regra geral, não precisa ferver, a não ser em caso de crianças de saúde mais debilitada.
Procure usar o leite aberto em no máximo dois dias, de preferência no mesmo dia. Guarde a embalagem aberta na geladeira (mesmo a longa-vida). Alguns médicos recomendam que se ferva o leite industrializado, mesmo o de caixinha, depois de mais de 24 horas aberto na geladeira.
Lembre-se que essas são apenas algumas referências, sempre procure orientação de um profissional, como pediatra e nutricionista para escolher o que é melhor para os pequenos!